Cientistas mapeiam a origem genética dos brasileiros

Os brasileiros se identificam como brancos, pardos, negros, indígenas, asiáticos… Mas será que essa classificação também é biológica? Cientistas do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco, da USP, fizeram o primeiro mapa genético em idosos da nossa população e chegaram a informações surpreendentes.

Além de não verem uma correlação clara entre a autoclassificação e a genética, eles também descobriram 207 mil variações em genes de brasileiros que nunca tinham sido vistas no mundo.

Mapa genético

Para fazer o mapa genético, chamado de Análise de Componentes Principais, foram analisadas amostras de sangue de 609 idosos representativos da população de São Paulo. A partir dessas amostras, foi sequenciado o exoma de cada idoso – o exoma é a parte do DNA que traz as informações necessárias para se produzir as proteínas dentro das células.

Em seguida, o conjunto de exomas foi comparado a um exoma considerado “de referência” para o ser humano e a bancos de dados de exomas internacionais. Após a análise de todos os dados, os pesquisadores chegaram às variantes exclusivas dos brasileiros.

Como as proteínas formam a estrutura e também atuam nas funções do corpo de um indivíduo, os cientistas querem agora analisar essas variantes  para obter informações sobre as características únicas da população do país.

2 comentários

  1. À USP – Núcleo de Divulgação Científica
    Prezados Senhores
    Gostaria de conhecer minhas origens genéticas e realizar meu Mapa Genético na USP.
    Tenho 70 anos, sou aposentado e preciso comprovar que tenho entre meus ascendentes africanos e indígenas, para usufruir do Sistema de Cotas nas universidades.
    Minha mãe descende de imigrantes italianos e espanhois (sobrenome italiano Sasso sugere origem judaica). Meu pai descende de portugueses (lado paterno – Ilha da Madeira – sobrenome Jardim = com certeza origem judaica); e do lado materno meu pai dizia que sua mãe (nascida em Cruz Alta-RS) seria descendente de português, negro e indígena. Meus avós e bisavós maternos e paternos já faleceram e não tive a oportunidade de conhecer todos. Os 4 que coheci foi na infância, nunca pude perguntar diretamente nada sobre o tema em questão.
    Já participei do Estudo Hope no Hospital das Clínicas por 5 anos (até 2015). No Cartão de Identificação consta o código 77073787D
    Agradeço a especial atenção.
    No aguardo,
    Juares de Marcos Jardim
    Bairro do Ipiranga – Capital – SP
    Tels. 3441-7768 / 9.9465-2095

    • Ana Paula Chinelli

      Olá, sr. Juares,

      o Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da USP não faz esse tipo de mapeamento individual. Caso queira participar de algum projeto ou obter mais informações, o site é http://genoma.ib.usp.br e o telefone é (11) 3091-7966 / 3091-0878. Talvez eles possam indicar empresas que prestam esse serviço.

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